A frase central que impulsiona este debate é clara e direta: CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de cursos de Educação a Distância EAD, gerando polêmica e resistência entre estudantes. Esta medida, interpretada como uma restrição à participação de alunos de EAD nos programas de iniciação científica, acendeu uma forte discussão sobre desigualdade, mérito acadêmico e futuro da pesquisa no Brasil.
O anúncio surgiu a partir da divulgação de trechos de uma portaria que inclui a frase “É vedada a concessão de bolsa a estudantes em cursos de Educação a Distância”. A repercussão foi imediata, especialmente nas redes sociais, onde profissionais da educação e estudantes da modalidade EAD demonstraram indignação.
O crescimento massivo dos cursos de EAD no país e sua importância para regiões afastadas tornam a discussão ainda mais relevante. Se o CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de cursos de Educação a Distância EAD, o impacto vai muito além dos muros universitários. Ele atinge projetos, carreiras, instituições e todo o ecossistema de inovação científica.
2. O que mudou na prática
A medida que gerou comoção foi destacada inicialmente por educadores e pesquisadores que visualizaram em documentos a inclusão explícita do veto à participação de alunos EAD.
2.1 O texto que gerou polêmica
Segundo os conteúdos amplamente compartilhados, o trecho afirma que CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de cursos de Educação a Distância EAD, determinando que estudantes de graduação nessa modalidade não poderão receber bolsas vinculadas aos programas do CNPq.
A redação explicita que somente alunos de cursos presenciais poderiam competir por bolsas como PIBIC e PIBITI. Isso representa uma mudança significativa no entendimento sobre o acesso à pesquisa.
2.2 Entendendo o papel das bolsas
As bolsas de iniciação científica são uma porta para o mundo da pesquisa. Elas oferecem incentivo financeiro, orientação acadêmica e participação em grupos científicos. Ao afirmar que o CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos EAD, muitos estudantes veem esse ato como um enfraquecimento de oportunidades já escassas.
3. Por que estudantes e educadores reagiram
A reação foi rápida e intensa porque o impacto é profundo. A seguir, alguns fatores que intensificam a controvérsia.
3.1 Escala da medida
Mais de 5 milhões de alunos estão matriculados em cursos de graduação EAD no Brasil. Com a vedação, todos eles seriam automaticamente excluídos dos principais programas de pesquisa científica do país.
3.2 Questões de equidade
O modelo EAD já é uma alternativa para quem não consegue acessar o ensino presencial. Muitas vezes, estudantes EAD conciliam trabalho, família e graduação. Negar acesso a bolsas reforça desigualdades.
3.3 Debate sobre qualidade
Alguns profissionais argumentam que alunos EAD poderiam enfrentar dificuldades para desenvolver pesquisa presencial. Outros afirmam que isso não se sustenta, pois há cursos EAD com laboratórios, polos, parcerias e projetos híbridos que permitem excelente desempenho científico.

4. Consequências práticas da decisão
4.1 Para estudantes
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Perda de oportunidade de desenvolver um projeto científico.
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Redução da competitividade acadêmica para pós-graduação.
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Menor acesso a orientação direta em pesquisa.
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Diminuição de estímulos acadêmicos para alunos de regiões remotas.
4.2 Para instituições de EAD
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Redução na reputação de qualidade acadêmica.
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Dificuldade em manter programas de pesquisa institucionalizados.
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Possível queda no interesse de alunos em cursos que não ofereçam experiência em pesquisa.
4.3 Para o sistema científico nacional
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Menos diversidade de perfis na pesquisa.
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Perda de talentos potenciais.
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Redução na produção científica vinda de diferentes regiões do país.
5. Argumentos contrários e argumentos favoráveis
A seguir, o que cada lado tem afirmado no debate nacional.
5.1 Argumentos contrários à vedação
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A medida aprofunda desigualdades.
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Cursos EAD são reconhecidos pelo MEC e possuem mérito acadêmico.
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Pesquisa pode ser híbrida, remota ou presencial.
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O país perde pesquisadores talentosos que estudam em EAD.
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A Constituição defende igualdade no acesso à educação e à pesquisa.
5.2 Argumentos favoráveis à vedação
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Alguns defendem que pesquisa exige presença constante em laboratório.
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Acompanhar alunos EAD pode ser mais complexo para orientadores.
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Priorizar cursos presenciais garantiria melhor infraestrutura.
Mesmo com esses argumentos, a frase central continua dominando o debate: CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de cursos de Educação a Distância EAD.
6. Mobilização nacional
Vários educadores e influenciadores da área de educação e tecnologia têm se posicionado contra a medida.
6.1 Petições e ofícios
Uma petição pública foi criada para solicitar a revogação imediata do trecho que impede alunos de EAD de concorrer às bolsas. A proposta argumenta que a resolução fere princípios constitucionais e a LDB ao restringir pesquisa por modalidade.
6.2 Reações nas redes sociais
Vídeos, posts e análises se multiplicam no Instagram, LinkedIn e YouTube.
Professores afirmam que a medida é injusta, autoritária e desconectada do cenário educacional atual.
7. Projeções futuras
Ainda é cedo para prever o desfecho, mas alguns cenários são possíveis.
7.1 Revogação parcial ou total
A pressão pública pode levar à revisão da norma, especialmente se órgãos jurídicos considerarem que a medida viola princípios constitucionais.
7.2 Mantida com ajustes
É possível que o CNPq permita participação parcial, como em cursos híbridos ou EAD com laboratórios credenciados.
7.3 Manutenção total da vedação
Se isso ocorrer, universidades e polos EAD deverão encontrar alternativas próprias para financiar pesquisa.
8. FAQ sobre o tema
O CNPq realmente proibiu alunos EAD de receber bolsas de iniciação científica?
Sim. A interpretação realizada por estudantes e educadores se baseia em trecho que afirma que estudantes de EAD não podem receber bolsas.
A medida vale para todos os cursos EAD?
Até o momento, sim.
O que posso fazer se sou aluno EAD e quero fazer pesquisa?
Participar de grupos voluntários, monitorias, extensão e projetos institucionais alternativos enquanto acompanha o debate público.
9. Encerramento
A discussão sobre a frase CNPq proibiu a concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de cursos de Educação a Distância EAD continua crescendo e ultrapassa o âmbito acadêmico. Ela toca valores fundamentais como meritocracia, igualdade e acesso à ciência.
Enquanto a comunidade pressiona por mudanças, estudantes, docentes e instituições seguem mobilizados para reafirmar que a pesquisa precisa ser inclusiva e refletir todas as modalidades de ensino. A força desse debate indica que o país ainda está construindo o entendimento sobre o papel da EAD no futuro da educação e da ciência. A forma como essa pauta será conduzida nas próximas semanas certamente influenciará a formação de milhares de pesquisadores e o rumo do desenvolvimento científico brasileiro.
O veto aos mais de 5 milhões de alunos dos cursos de graduação por EAD nas bolsas de iniciação Científica está no Art 10 da Portaria 2359/25 do CNPq.

A reação em defesa dos alunos partiu dos Professores, Pesquisadores, Estudantes, Coordenadores de Polos, Tutores, Grupos de Pesquisa, Reitores das IES públicas do Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB).
A Associação Brasileira dos Estudantes por EAD (ABE) já assinou também a petição.
Você também pode acessar a petição e assinar. Tem o link no QR Code, ou vc pode copiar este aqui:
https://bit.ly/3KiKAqP
A restrição do CNPQ é incompatível com os marcos legais e princípios basilares da educação nacional.
Exclui os alunos da EAD da popularização da ciência e do fomento à pesquisa no País. Sem contar que é totalmente ilegal.
A Petição explica que “A vedação imposta contraria frontalmente a legislação vigente:
• Direito ao Acesso à Pesquisa (CF/88 e LDB): A Constituição Federal (Art. 23, V) estabelece a competência comum de promover o acesso à ciência e à pesquisa.
A LDB (Lei nº 9.394/96, Art. 4º, V) garante o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.
A exclusão de alunos de EAD por mera modalidade de ensino configura uma restrição injustificada a esse direito.
• Indissociabilidade do Ensino, Pesquisa e Extensão (CF/88 e LDB):
O Art. 207 da CF/88 e o Art. 52 da LDB garantem a autonomia universitária e o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
A EAD, quando ofertada por Instituições de Ensino Superior (IES) e Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) credenciadas e com qualidade, deve manter essa indissociabilidade.
Excluir seus estudantes do fomento à pesquisa compromete a formação integral e a missão da universidade pública.”
Então, diga não você também a mais esta discriminação contra a EAD.
O MEC não se cansa de atuar contra a modalidade desde 2023. E agora entrou também o Ministériode Ciência e Tecnologia no mesmo balaio.
Referências deste artigo:
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Ouça este podcast:
Petição Pública
https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR155719











